ENSAIO DE UMA CÉDULA NÃO CIRCULADA - DEZ MIL CRUZEIROS REAIS
A grande novidade na linguagem visual das cédulas do CRUZEIRO REAL, período de 1993/94, foi na utilização dos tipos humanos regionais, caracterizadas por seus elementos específicos (aspectos urbanos, atividades e instrumentos de uso). Respeitando estes parâmetros entraram em circulação as cédulas do "Gaúcho" e da "Baiana", valores de CR$5.000,00 e CR$50.000,00, respectivamente.
O lançamento da nota de CR$10.000,00 estava planejada para acontecer em 1994. A temática
escolhida para ser trabalhada e estampada foi a da mulher "
Rendeira".
As especificações da cédula estão descritas a seguir e podem ser observadas na "prova de estampa" :
Anverso:
Efígie da Renderia, com os dizeres: "
DEUS SEJA LOUVADO" e
"RENDEIRA". Verticalmente aparece o símbolo e o nome da empresa responsável pela impressão "
CASA DA MOEDA DO
BRASIL".
Chancelas: Fernando H. Cardoso e Pedro S. Malan
Figura de três gerações de mulheres trabalhando na confecção de rendas, com a descrição "RENDEIRAS DE BILRO". Aparecem os utensílios e instrumentos de trabalho, destacando o par de sandálias, recipiente com linha/ tesoura/ agulha, almofadas cilíndricas e os bilros*.
Em julho de 1994, com a implementação do "Plano Real", tivemos abortado todo o projeto de lançamento da nota "Rendeira". Surgia então a primeira cédula de Real, valor facial de R$ 1,00, catalogada como C 241 (Catalógo de Cédulas do Brasil).
(*) Bilros são pequenas peças de madeira, que variam em formato e tamanho e que servem para manejar a linha que será usada para fazer a renda.
Obs.: Ao "colecionador anonimo" que autorizou a publicação das imagens nossos agradecimentos.